Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

                                                           Rorâima ou Roráima?

                   

Na questão acima, os acentos agudo e circunflexo servem somente para mostrar como é pronunciado o nome do estado brasileiro da região norte do Brasil: com o "ai" (ditongo) aberto ou fechado. Via de regra, as vogais ou ditongos seguidos de "m" ou "n" são nasais, e, portanto, fechados. Como nestes exemplos: andaime (andâime), paina (pâina) e faina (fâina). Temos ouvido nos noticiários da televisão, alguns apresentadores pronunciando Roráima, com o "a" aberto, o que vai contra o uso. 
Em seu livro, CORRIJA-SE! de A a Z, (Editora Nova Geração), o autor Luiz Antonio Sacconi diz :
"Roraima - Pronuncia-se Rorâima....O ditongo "ai" e todas as vogais que antecedem fonemas nasais são fechados no português do Brasil.Note que dizemos serra da Bocâina, Teodoro Bâima, Pâina, fâina, Elâine, Gislâine, polâinas, etc A pronúncia viciosa "Roráima" é própria dos índios da região que, impossibilitados foneticamente de fazer soar o som nasal, pronunciam o ditongo "ai"oralmente; nós não temos essa dificuldade."(p. 359)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?

Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?: Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem  tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em...

Você já fez a lista de estivas para esta semana?


Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem  tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em Manaus, fiz essa foto porque nela há uma curiosidade da língua, ou seja, a palavra "estivas", muito usada no norte do Brasil. Dela vem a palavra "estivador" que é o encarregado de organizar as mercadorias (estivas) nos navios e barcos. Estiva, originariamente, é a primeira camada de mercadorias colocadas no porão do navio de forma a lhe dar o equilíbrio necessário e hoje significa "mantimentos". Nossa língua não tem dialetos, mas tem muitos regionalismos muito interessantes, em seus usos e origem.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Você conhecia esta placa? Não? nem eu...


Todos sabem o que é “fila indiana”, mas poucos sabem o porquê desse nome.
Vejamos o que diz  o blog  Mundo Estranho sobre essa curiosidade:
Por Redação Mundo Estranho

“A hipótese mais aceita é que a expressão simplesmente descreve o modo de os índios andarem enfileirados pelas trilhas no meio da mata. Portanto, “indiana”, no caso, não tem nada a ver com os moradores da Índia, mas sim com as populações nativas das Américas. Caminhar em fila indiana era uma excelente estratégia de guerra para as tribos da América do Norte. Relatos históricos registram que, quando os guerreiros se deslocavam pelo meio da floresta, cada um pisava na pegada da pessoa da frente, para que o último homem apagasse seus próprios passos e os de todo o grupo. Assim, ninguém deixava vestígios de sua passagem para o inimigo.
Alguns especialistas apontam ainda que a expressão revela a discriminação sofrida pelas populações indígenas nos Estados Unidos. “Na verdade, trata-se de mais um rótulo criado pelos colonizadores para passar a impressão de que os índios são selvagens sempre prontos para a guerra”, diz o lingüista Wolfgang Mieder, especialista em folclore e provérbios da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Entretanto, a história mostra que as estratégias indígenas de guerra foram incorporadas pelo Exército americano durante a Guerra da Independência (1775-1783). Enquanto os soldados ingleses atacavam em blocos, os americanos levavam vantagem andando alinhados e se escondendo atrás de árvores e pedras, como faziam os nativos.”
A expressão se estendeu às filas de carros também, como na nossa placa acima, permitindo que se forme fila indiana de veículos próximo a um grande hospital de Manaus.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Eu vou, tu vais, ele vai...


Muito racional e inteligente a resposta da mãe à filha  nessa historinha engraçada. Temos aqui dois verbos: SAIR e IR, focos da questão. O primeiro, como disse a filha , é realmente intransitivo, seu sentido já está completo, quando alguém diz "eu saio". O verbo não pede objeto direto nem indireto, mas ideias de companhia ou tempo podem ser acrescentadas a ele. Veja: "Eu saí ontem com meus amigos." Essas ideias de companhia, tempo, modo, instrumento (e outras) são chamadas de adjuntos adverbiais, em análise sintática. O mesmo acontece com o segundo verbo: ir. Aqui temos que estar atentos à regência verbal.Veja: quem vai, vai a que lugar? Por isso dizemos: Vou à igreja. ("a" preposição+"a" artigo= à) e Vou ao cinema ("a" preposição + "o" artigo= ao). Esse verbo também não pede objeto direto nem indireto. O que se acrescentam a eles são os adjuntos adverbiais de lugar, de companhia, de meio, de tempo.
Só um lembrete adicional: se o verbo ir pede preposição "a", esta deve aparecer agregada ao pronome interrogativo "onde" na pergunta: Aonde você vai?

domingo, 31 de julho de 2016

Explosão Sufixal - o que é isso?




Nota-se hoje, na linguagem, o surgimento de palavras  que,"repaginadas" por acréscimo de novos sufixos, ganham um certo charme e tintas de sofisticação. Observando placas em estabelecimentos, encontramos: hamburgueria, doçaria, comedoria, coxinharia, tapiocaria, esmalteria e por aí vai. Os sufixos -aria, -eria-, -oria, trariam aos produtos um toque  ou "selo"de qualidade. É interessante observar que o aparecimento de estabelecimentos ou produtos com algum diferencial (inovações, qualidade, criatividade) exige o aparecimento  de novos nomes, denominações também inovadoras, muitas vezes apenas com a mudança de sufixo na palavra original. A formação "radical + aria/eria" já existia em nossa língua, como em padaria, sorveteria, sapataria etc. Esses nomes, porém, apareciam seguidos de nomes próprios, por ex. Padaria São João, Sorveteria do Chiquinho, Sapataria do Dito.
Atualmente, os nomes modificados pelos sufixos são, em si, por serem originais, os nomes dos estabelecimentos, sem precisar de outra denominação. E assim evolui a língua: se transformando e se enriquecendo sem parar...