Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.
Mostrando postagens com marcador placas. Mostrar todas as postagens
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sábado, 2 de novembro de 2019

Ah...a crase...

A crase, para muitas pessoas, é a pedrinha no sapato. A primeira regra básica é: crase só antes de palavra feminina. Mas como toda regra tem exceção, a crase também tem, visto que, quando está subentendida a palavra "moda", diante de palavra masculina, usamos o sinal da crase, que é o acento grave. Ex: Adoro macarrão à (moda de) pizzaiolo.
No caso acima, na bomba de gasolina, porém, o seu emprego está errado. A gramática diz que, nas locuções adverbiais (expressões de modo, tempo, lugar, intensidade, etc) com palavras femininas usa-se crase.Por exemplo: Fale às claras! Fique à vontade. Viajou às custas do pai.
"Pagamento a dinheiro" seria o correto, porque "dinheiro" é palavra masculina e o "a" é apenas a preposição. 

domingo, 31 de julho de 2016

Explosão Sufixal - o que é isso?




Nota-se hoje, na linguagem, o surgimento de palavras  que,"repaginadas" por acréscimo de novos sufixos, ganham um certo charme e tintas de sofisticação. Observando placas em estabelecimentos, encontramos: hamburgueria, doçaria, comedoria, coxinharia, tapiocaria, esmalteria e por aí vai. Os sufixos -aria, -eria-, -oria, trariam aos produtos um toque  ou "selo"de qualidade. É interessante observar que o aparecimento de estabelecimentos ou produtos com algum diferencial (inovações, qualidade, criatividade) exige o aparecimento  de novos nomes, denominações também inovadoras, muitas vezes apenas com a mudança de sufixo na palavra original. A formação "radical + aria/eria" já existia em nossa língua, como em padaria, sorveteria, sapataria etc. Esses nomes, porém, apareciam seguidos de nomes próprios, por ex. Padaria São João, Sorveteria do Chiquinho, Sapataria do Dito.
Atualmente, os nomes modificados pelos sufixos são, em si, por serem originais, os nomes dos estabelecimentos, sem precisar de outra denominação. E assim evolui a língua: se transformando e se enriquecendo sem parar... 

sábado, 2 de abril de 2016

A vírgula pode mudar a História


Hoje em dia, muitas pessoas, escrevendo na internet, dispensam o uso da vírgula como se ela fosse dispensável. É preciso atenção e cuidado com essa questão, porque muitas mensagens podem chegar ao leitor com sentido totalmente inverso ao da intenção do autor.A vírgula, muitas vezes, determina a função sintática de um termo numa oração, como no exemplo acima. A palavra "juiz" tem aí a função de vocativo, de chamamento. Se retirarmos as vírgulas, "esse juiz" passa a ser o sujeito de "é corrupto", o que muda totalmente a história. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

O Latim morreu mesmo?


Será que o Latim é mesmo uma língua morta? Definitivamente, não! Ele está vivo (e bem vivo!) em vários setores e atividades humanas.Na área jurídica, temos muitas expressões, como, "data venia" (com a devida licença, discordando de outra opinião), "in dubio pro reu" (na dúvida, que o réu seja beneficiado), "erga omnes" (vale para todos), entre outras.
A placa acima indica ESSENTIA como um salão de beleza que cuida não só da aparência, mas da essência também, do bem estar, da beleza interior .O fato de o nome estar em Latim (ESSENTIA)
agrega valor aos serviços ali prestados.
Nos supermercados encontramos vários produtos com nomes em Latim: Fiat Lux (fósforos), Optimum (produto de limpeza), Lux (sabonete), Intimus (absorvente) e outros.
Na indústria automobilística são muitos os exemplos de marcas e modelos de carros em Latim: 
Omega, Onix, Vectra, Linea, Palio, Focus, Equus, Optima, Fox.
Essas denominações agregam glamour aos produtos e noção de alta qualidade.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Baixar ou abaixar?


Se trocássemos o verbo "abaixar" por "baixar", nessa curiosa propaganda na vitrine, a mensagem ficaria melhor? Não, porque os dois verbos são sinônimos , embora apresentem certa sutileza no uso.
O que surpreende nessa chamada publicitária (e é essa a intenção!), é a falta do objeto direto adequado - "os preços" das calcinhas. Isso cria um problema de linguagem muito comum, denominado "ambiguidade", recurso bastante explorado nas propagandas. Ao escrever seus textos, fique atento para essa questão. 



quinta-feira, 9 de abril de 2015

Urgência e emergência


Temos nessa placa de avisos, vários assuntos gramaticais, alguns corretos, outros não.
Vejamos: logo no alto temos a palavra "horário", corretamente acentuada, seguindo a regra: são acentuadas as palavras paroxítonas terminadas em ditongo crescente (no caso, IO) A mesma regra vale para as palavras "ambulatório", "urgência" e "emergência", sendo que , nas duas últimas, o E é acentuado com circunflexo por ser fechado, além de tônico.
Quanto às palavras "público" e "sábado" estão acentuadas corretamente, seguindo a regra das proparoxítonas, que determina que todas sejam acentuadas.
A palavra "saúde" é acentuada porque manda a regra que se acentuem o "i" e "u" tônicos em hiato, como em: saúva, saída, Jaú, ruído.
Com relação à crase, que aparece em várias situações:
1- "de segunda  a segunda" ,"de segunda a sexta-feira" - não ocorre crase;
2 - "das 07h00 às 19h00 " ocorre a crase. Poderia ser também "de 7h a 19h" Nesse caso,se usarmos 
"das" antes do primeiro numeral, o "às" será craseado; se usarmos "de" antes do primeiro numeral, o "a" será apenas preposição, logo não há crase;
3 - "de segunda a sábado" sem crase, mesmo porque "sábado " é masculino e a crase só ocorre antes de palavras femininas.
4 - "plantão a distância" (sem acento da crase) Se a distância é mensurável, ou determinada, há crase.
Por ex: Ele atirou à distância de 2m.

sexta-feira, 6 de março de 2015

Srs. Clientes



Esse aviso, na porta de uma geladeira para venda de bebidas, apresenta um tom enfático interessante
proporcionado pela pontuação, que fragmenta toda a oração. Vejamos: FAVOR EFETUAR O PAGAMENTO DAS BEBIDAS! soa como um alerta, a exclamação dá o tom. Depois: AO CAIXA. ANTES DO CONSUMO! O ponto  e a exclamação deixam claro que o pagamento só pode ser feito ao caixa...e antes do consumo! O autor do texto colocou algumas palavras em vermelho, como se elas fossem as palavras-chave da mensagem.Vemos nessa placa um exemplo da função apelativa/conativa da linguagem.
Outro detalhe: a palavra "compreenssão"deve ser grafada com um s, "compreensão".Conforme a regra, escrevem-se com S as palavras derivadas dos verbos terminados por NDER, RTER, NDIR e ERTIR, como:
                                pretender = pretensão, pretensioso
                                defender = defensivo, defesa
                                compreender = compreensivo, compreensão
                                verter = versão
                                converter = conversão
                                expandir = expansão, expansivo
                                 fundir = fusão
                                 divertir =diversão     



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A padaria é ótima, mas o português...


Essa placa causa um estranhamento, não? Vamos descobrir por quê. O que falta nela é o PARALELISMO. O que é isso ? Quando formulamos uma frase com vários segmentos, devemos ter o cuidado de observar se eles estão paralelos, ou seja, se a construção sintática é a mesma nos segmentos e se as palavras são do mesmo campo semântico. Difícil entender? Pelo exemplo vai ficar mais fácil. Veja: Eu gosto de goiaba, de caju e de abacaxi. Goiaba, caju e abacaxi fazem parte do mesmo grupo semântico, são frutas.Quanto à estrutura sintática, é a mesma : de goiaba, de caju, de abacaxi ( preposição de + substantivo)
Paralelismo é a construção de frase em que há harmonia sintática, semântica, e às vezes, rítmica, entre seus segmentos. 
Em nossa placa acima, não ocorre o paralelismo, nem sintático nem semântico. As palavras "animais" e "camisa" são distintas. Poderíamos melhorar a mensagem desse modo:  "Proibido entrada de pessoas sem camisa  e de pessoas portando animais". Nesse caso, não ideal, não haveria o paralelismo semântico, mas apenas sintático.
Outra possibilidade, mais simples e objetiva: Proibido Entrada de animais e de pessoas sem camisa.










sábado, 21 de fevereiro de 2015

Quem corre o risco?


Esse pedido/aviso mostra dois problemas: após o "por favor" coloca-se vírgula, dando destaque e ênfase  ao pedido. Na sequência, podemos melhorar a frase assim: "..., pois corre-se o risco de afundá-lo, provocando acidente indesejável." Dessa maneira, usando a partícula "SE" (indeterminante do sujeito) deixamos claro que o sujeito de "corre" é indeterminado, ou seja, qualquer pessoa pode se ferir. O que não podemos é deixar o verbo sem um sujeito, mesmo indeterminado.
Alguém poderá dizer: "E os verbos que não têm sujeito?" Bem, isso é matéria para outro post...

PS- Observação  feita pelo meu amigo Mário Dimas Carpi: "Por favor, não se apoiem no balcão..."
Obrigada pela colaboração.


terça-feira, 25 de novembro de 2014

Tente ler esta palavra


A palavra que nos chama a atenção nesse aviso é preferêncial (com acento), o que a torna proparoxítona, de difícil pronúncia. A pessoa que elaborou esse aviso mostrou que tem noção da regra de acentuação das palavras paroxítonas terminadas em ditongo, como a palavra PREFERÊNCIA, de onde, aliás, vem a palavra PREFERENCIAL (sem acento). 
EM TEMPO: a pessoa conhece também a regra de acentuação das proparoxítonas,já que não se esqueceu do acento em ÚNICA.  

Crase sim, crase não


Uma das regras do uso do acento grave, indicativo da crase, diz que "não se usa crase antes de verbo". É muito fácil entender por quê. Vejamos: a crase só ocorre quando há uma preposição "a" pedida por um verbo + um artigo definido feminino "a", admitido por uma palavra feminina, é claro.
Assim :
"A empresa aérea ofereceu a  + a passageira um assento melhor."
O verbo oferecer pede a preposição "a" (alguém oferece a alguém ).
A palavra "passageira" é feminina, logo, admite o artigo feminino "a".
A fusão de "a" preposição e "a" artigo chama-se crase.
Verbo, como no caso da placa acima, não admite artigo, logo, não admite crase.


segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Haver ...novamente


Há uma tendência  muito frequente de flexionar o verbo haver, fazendo a concordância com a palavra que o sucede, como se essa palavra fosse o sujeito. O verbo haver, nesse caso, com sentido de existir é impessoal, logo, permanece na 3a. pessoa do singular. A palavra "eleições" não é sujeito do verbo , mas sim objeto direto. Não existe concordância entre verbo e objeto. A frase correta fica assim:
"É preciso amar as pessoas como se não HOUVESSE eleições."
E eu concordo plenamente!


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Possuir e Ter



Os verbos POSSUIR e TER são, muitas vezes, usados inadequadamente, como nessa placa que vimos no mesmo sanatório, já citado em outro post. Ela diz que o CISTOSCÓPIO possui um sistema de lentes. O verbo Possuir significa "ter a posse de algo", o que não é o caso aqui. "Alguém possui um belo carro", "Carolina tem belos olhos verdes", "O cistoscópio tem um sistema de lentes." A diferença é sutil entre os dois verbos, mas é preciso percebê-la para não se equivocar ao escrever.

domingo, 7 de setembro de 2014

Ah! o verbo haver...


Num antigo sanatório desativado, em minha cidade, há uma exposição de equipamentos e paineis explicativos sobre os procedimentos postos em prática, no século passado, com os pacientes ali internados. O que nos interessa nesse post é o último parágrafo do texto no painel de vidro.
"Essa prática cirúrgica não podia ser realizada em todos os tuberculosos, pois haviam condições específicas. As lesões tinham que ser recentes e localizadas no lóbulo superior do pulmão."
O verbo "haver" nessa frase é impessoal, logo não poderia estar no plural. "Condições específicas" não é sujeito do verbo haver, e sim objeto direto.
Há ainda um problema de coesão que pode ser corrigido com dois-pontos. Assim: "Essa prática cirúrgica não podia ser realizada em todos os tuberculosos, pois havia condições específicas: as lesões tinham que ser recentes e localizadas no lóbulo superior do pulmão."
Então vamos gravar: verbo haver, sem sujeito, fica sempre na 3a. pessoa do singular.Assim:
                                                       Há muitos problemas para resolver.
                                                       Havia muitas fotos naquela caixa.
                                                       Houve grandes manifestações no ano passado.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Você fala "salas comerciais é alugada"?


Mais uma vez, o erro de concordância com voz passiva pronominal... Já falamos sobre isso em outra placa, mas vamos repetir: quando o verbo é transitivo direto (aquele que pergunta "o quê" ou "quem", como por exemplo "Eu comprei...o quê?" "Eu encontrei ...quem?") , na transformação para voz passiva pronominal (com pronome "se), o verbo deve concordar com o sujeito. Então teremos: "Aluga-se sala comercial" que corresponde a "Sala comercial é alugada" ou "Alugam-se salas comerciais" que corresponde a "Salas comerciais são alugadas". No primeiro exemplo, temos sujeito e verbo no singular e no segundo, sujeito e verbo no plural. Fácil, não é?

domingo, 31 de agosto de 2014

Visitando o cemitério...

                                

Visitando o cemitério de minha cidade,deparei-me com essa placa. Muitos podem perguntar: "O que há de errado com ela?" No primeiro momento, nada. Entende-se o aviso. Mas ela poderia ser melhorada, se fosse corrigida a  falta de paralelismo. E o que é paralelismo?  Isso tem a ver com paralelas? Sim, o paralelismo é a maneira mais organizada de estruturar os segmentos de uma frase, de maneira paralela, levando em conta os aspectos sintático, semântico,e rítmico. Vejamos alguns exemplos. No "Eclesiastes", na Bíblia temos os versos:
Há tempo de matar, e tempo de sarar.
Há tempo de chorar,e tempo de sorrir.
Esses versos mostram paralelismo sintático e rítmico.
Um exemplo de falta de paralelismo semântico: "Era um aluno interessado não só em Filosofia,mas também em estudos históricos e literários." Corrigindo: "Era um aluno interessado não só em Filosofia, mas também em História e Literatura."
Voltando à nossa placa, podemos melhorá-la assim: "Solicitamos, por favor, aos clientes e visitantes que não coloquem flores artificiais sobre os jazigos e que não toquem nas orquídeas, caso elas não lhes pertençam." Melhorou, não?

Que exagero!


Essa placa apresenta um número exagerado de erros ortográficos e apresenta também uma contradição que nos leva a crer que os erros foram propositais, talvez para fazer graça e chamar a atenção das pessoas... Sabe-se lá se não é uma estratégia de marketing do proprietário do restaurante...tudo é possível...rs
Mas vamos ao que interessa: é interessante notar que a pessoa, autora da placa, conhece as regras de acentuação, porque acentuou corretamente a palavra "cardápio", paroxítona terminada em ditongo "io". Aí está a contradição: como uma pessoa que acentua corretamente, pode cometer erros tão grosseiros na ortografia? Todas as palavras contêm erros: SALADA, PROMOÇÃO, ARROZ, FEIJÃO, BATATA DOCE, CARNE DE PANELA COZIDA e CALABRESA ACEBOLADA.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Tapioca e Língua


Li muitas opiniões sobre essa imagem. Grande parte delas diz que "não importam os erros, o que importa é a comunicação, que o vendedor não teve oportunidade  de estudar, etc". Não podemos ir aos extremos. Um texto bem escrito é um cartão de visita para qualquer produto. Nossa intenção aqui não é julgar, é apenas registrar os fatos curiosos e comentá-los. A mensagem ficaria correta e agregaria valor ao produto, se fosse escrita assim: "Tapioca feita na hora. Quem não pediu, peça." O particípio de "fazer" é "feito" ("feita", no caso). O verbo "pedir" é irregular. No presente do indicativo suas formas são: peço, pedes, pede, pedimos, pedis, pedem. No presente do subjuntivo são: peça, peças, peça, peçamos,peçais, peçam. No imperativo (tempo do texto em questão): pede, peça, peçamos, pedi, peçam. 

domingo, 27 de julho de 2014

Que flor é essa?


Alguém ouviu cantar o galo sem saber onde... A palavra correta é "AFRODISÍACO", mas o autor da placa entendeu "a flôr de zíaco", sem saber realmente o significado. Isso ocorre bastante na linguagem oral.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

hehe esse tá orível!


 

Aqui temos um anúncio de vendas escrito por alguém que não foi alfabetizado como devia, tantos são os erros.
No início "vende-se" deveria ser "vendem-se", já que são várias coisas a serem vendidas. Ao enumerar uma série de coisas, devemos usar vírgulas e não traços. Como se trata de um cartaz, podemos apenas organizar os elementos numa lista, assim:
                                                          Vendem-se:
                                                           * uma cama
                                                           * um colchão de solteiro
                                                           * uma bicicleta
                                                           * uma geladeira
                                                           * uma sanfona
Para quem não se lembra, há uma regrinha que diz: "só se usa M antes de P e B". Ex. pomba, lombo, tampa.