Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.
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sábado, 2 de novembro de 2019
Português em Placas: Ah...a crase...
Português em Placas: Ah...a crase...: A crase, para muitas pessoas, é a pedrinha no sapato. A primeira regra básica é: crase só antes de palavra feminina. Mas como toda regra ...
Ah...a crase...
A crase, para muitas pessoas, é a pedrinha no sapato. A primeira regra básica é: crase só antes de palavra feminina. Mas como toda regra tem exceção, a crase também tem, visto que, quando está subentendida a palavra "moda", diante de palavra masculina, usamos o sinal da crase, que é o acento grave. Ex: Adoro macarrão à (moda de) pizzaiolo.
No caso acima, na bomba de gasolina, porém, o seu emprego está errado. A gramática diz que, nas locuções adverbiais (expressões de modo, tempo, lugar, intensidade, etc) com palavras femininas usa-se crase.Por exemplo: Fale às claras! Fique à vontade. Viajou às custas do pai.
"Pagamento a dinheiro" seria o correto, porque "dinheiro" é palavra masculina e o "a" é apenas a preposição.
No caso acima, na bomba de gasolina, porém, o seu emprego está errado. A gramática diz que, nas locuções adverbiais (expressões de modo, tempo, lugar, intensidade, etc) com palavras femininas usa-se crase.Por exemplo: Fale às claras! Fique à vontade. Viajou às custas do pai.
"Pagamento a dinheiro" seria o correto, porque "dinheiro" é palavra masculina e o "a" é apenas a preposição.
terça-feira, 19 de junho de 2018
sábado, 5 de maio de 2018
Desvendando o "Juridiquês"
Em tempos de Lava Jato, com tantas operações e processos contra corruptos, vamos nos familiarizando com expressões do Direito, sem saber exatamente o que significam. Nosso Direito vem do Direito Romano. Em Roma falava-se o latim, o que explica o grande número de expressões latinas que permaneceram até hoje. Escolhemos algumas delas, mais comuns, para traduzir e, assim, tornar mais claro o nosso "juridiquês", como é chamada a linguagem jurídica. A palavra é formada (corretamente) de "jurídico"+ sufixo ês, como em inglês, português, francês e outras. Ela apenas não está (ainda) registrada nos dicionários. Vejamos, então, algumas expressões, mais comuns:
dura lex sed lex - a lei é dura, mas é a lei.
ad cautelam - por precaução. Diz-se do ato praticado a fim de prevenir algum inconveniente.
ad hoc - para isso. Diz-se de pessoa ou coisa preparada para determinada missão ou circunstância.
ad judicia - para os juízos. Diz-se do mandato judicial outorgado ao advogado pelo mandante.
conditio sine qua non - condição sem a qual não se realiza o ato.
data venia - dada a vênia. Expressão que indica que a parte discorda do outro.
erga omnes - para todos. Diz-se da lei ou dispositivo que obriga a todos.
ex lege - por força da lei.
ex officio - por obrigação, por dever do cargo.
habeas corpus - que tenhas o corpo. Meio de garantir e proteger com presteza aquele que sofre violência ou ameaça de perder a liberdade.
in dubio pro reo - na dúvida, que o réu seja favorecido.
sine die - sem dia, sem data fixa.
Ainda, o periculum in mora e o fumus boni iuris:
Traduz-se, literalmente, como “perigo na demora”. Para o direito brasileiro, é o receio que a demora da decisão judicial cause um dano grave ou de difícil reparação ao bem tutelado.
Isso frustraria por completo a apreciação ou execução da ação principal.
Portanto, juntamente com o fumus boni iuris, o periculum in mora é requisito indispensável para a proposição de medidas com caráter urgente (medidas cautelares, antecipação de tutela).
domingo, 4 de fevereiro de 2018
Rorâima ou Roráima?
Na questão acima, os acentos agudo e circunflexo servem somente para mostrar como é pronunciado o nome do estado brasileiro da região norte do Brasil: com o "ai" (ditongo) aberto ou fechado. Via de regra, as vogais ou ditongos seguidos de "m" ou "n" são nasais, e, portanto, fechados. Como nestes exemplos: andaime (andâime), paina (pâina) e faina (fâina). Temos ouvido nos noticiários da televisão, alguns apresentadores pronunciando Roráima, com o "a" aberto, o que vai contra o uso.
Em seu livro, CORRIJA-SE! de A a Z, (Editora Nova Geração), o autor Luiz Antonio Sacconi diz :
"Roraima - Pronuncia-se Rorâima....O ditongo "ai" e todas as vogais que antecedem fonemas nasais são fechados no português do Brasil.Note que dizemos serra da Bocâina, Teodoro Bâima, Pâina, fâina, Elâine, Gislâine, polâinas, etc A pronúncia viciosa "Roráima" é própria dos índios da região que, impossibilitados foneticamente de fazer soar o som nasal, pronunciam o ditongo "ai"oralmente; nós não temos essa dificuldade."(p. 359)
segunda-feira, 22 de maio de 2017
Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?
Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?: Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em...
Você já fez a lista de estivas para esta semana?
Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em Manaus, fiz essa foto porque nela há uma curiosidade da língua, ou seja, a palavra "estivas", muito usada no norte do Brasil. Dela vem a palavra "estivador" que é o encarregado de organizar as mercadorias (estivas) nos navios e barcos. Estiva, originariamente, é a primeira camada de mercadorias colocadas no porão do navio de forma a lhe dar o equilíbrio necessário e hoje significa "mantimentos". Nossa língua não tem dialetos, mas tem muitos regionalismos muito interessantes, em seus usos e origem.
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