Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.
quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015
segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015
A padaria é ótima, mas o português...
Essa placa causa um estranhamento, não? Vamos descobrir por quê. O que falta nela é o PARALELISMO. O que é isso ? Quando formulamos uma frase com vários segmentos, devemos ter o cuidado de observar se eles estão paralelos, ou seja, se a construção sintática é a mesma nos segmentos e se as palavras são do mesmo campo semântico. Difícil entender? Pelo exemplo vai ficar mais fácil. Veja: Eu gosto de goiaba, de caju e de abacaxi. Goiaba, caju e abacaxi fazem parte do mesmo grupo semântico, são frutas.Quanto à estrutura sintática, é a mesma : de goiaba, de caju, de abacaxi ( preposição de + substantivo)
Paralelismo é a construção de frase em que há harmonia sintática, semântica, e às vezes, rítmica, entre seus segmentos.
Em nossa placa acima, não ocorre o paralelismo, nem sintático nem semântico. As palavras "animais" e "camisa" são distintas. Poderíamos melhorar a mensagem desse modo: "Proibido entrada de pessoas sem camisa e de pessoas portando animais". Nesse caso, não ideal, não haveria o paralelismo semântico, mas apenas sintático.
Outra possibilidade, mais simples e objetiva: Proibido Entrada de animais e de pessoas sem camisa.
sábado, 21 de fevereiro de 2015
Quem corre o risco?
Esse pedido/aviso mostra dois problemas: após o "por favor" coloca-se vírgula, dando destaque e ênfase ao pedido. Na sequência, podemos melhorar a frase assim: "..., pois corre-se o risco de afundá-lo, provocando acidente indesejável." Dessa maneira, usando a partícula "SE" (indeterminante do sujeito) deixamos claro que o sujeito de "corre" é indeterminado, ou seja, qualquer pessoa pode se ferir. O que não podemos é deixar o verbo sem um sujeito, mesmo indeterminado.
Alguém poderá dizer: "E os verbos que não têm sujeito?" Bem, isso é matéria para outro post...
PS- Observação feita pelo meu amigo Mário Dimas Carpi: "Por favor, não se apoiem no balcão..."
Obrigada pela colaboração.
domingo, 18 de janeiro de 2015
Presidente ou Presidenta?
Essa é uma questão já bastante discutida. Ambas as formas estão registradas nos melhores dicionários de Língua Portuguesa. Apresentamos aqui uma boa explicação, que defende a
primeira forma, Presidente, baseada em estudos da Língua Latina:
UTILIDADE PÚBLICA.
COM MUITA ALEGRIA TENHO A GRATA SATISFAÇÃO DE REPASSAR
À PRESIDENTE E A TODOS OS BRASILEIROS, ESSE ESCLARECIMENTO
QUE FOGE AO ALCANCE DE CERTAS PESSOAS LIMITADAS.
À PRESIDENTE E A TODOS OS BRASILEIROS, ESSE ESCLARECIMENTO
QUE FOGE AO ALCANCE DE CERTAS PESSOAS LIMITADAS.
ATÉ QUE ENFIM ALGUÉM CORRIGIU ISSO
(aula de português)
(aula de português)
Uma belíssima aula de português!
Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser?
O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser?
O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".
Presidente ou Presidenta?
Muito se tem discutido sobre as formas (corretas ou incorretas ?) de se referir à autoridade máxima do país. Aqui temos uma explicação muito boa, visto que se baseia na etimologia, nas formas latinas que deram origem ao nosso vocabulário.
terça-feira, 25 de novembro de 2014
Tente ler esta palavra
A palavra que nos chama a atenção nesse aviso é preferêncial (com acento), o que a torna proparoxítona, de difícil pronúncia. A pessoa que elaborou esse aviso mostrou que tem noção da regra de acentuação das palavras paroxítonas terminadas em ditongo, como a palavra PREFERÊNCIA, de onde, aliás, vem a palavra PREFERENCIAL (sem acento).
EM TEMPO: a pessoa conhece também a regra de acentuação das proparoxítonas,já que não se esqueceu do acento em ÚNICA.
Crase sim, crase não
Uma das regras do uso do acento grave, indicativo da crase, diz que "não se usa crase antes de verbo". É muito fácil entender por quê. Vejamos: a crase só ocorre quando há uma preposição "a" pedida por um verbo + um artigo definido feminino "a", admitido por uma palavra feminina, é claro.
Assim :
"A empresa aérea ofereceu a + a passageira um assento melhor."
O verbo oferecer pede a preposição "a" (alguém oferece a alguém ).
A palavra "passageira" é feminina, logo, admite o artigo feminino "a".
A fusão de "a" preposição e "a" artigo chama-se crase.
Verbo, como no caso da placa acima, não admite artigo, logo, não admite crase.
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