Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.

sábado, 11 de outubro de 2025

Brasileiros: como somos

 


Você deve estar estranhando essa postagem. Ela chamou minha atenção, não por algum erro gramatical, mas sim, pela sua originalidade, por sua mensagem tão espontânea e inusitada. Andando por esse Brasil, vamos conhecendo o verdadeiro caráter do nosso povo e constatamos que nós, brasileiros, somos a soma de alegria, simpatia, espontaneidade, amorosidade e tantos outros aspectos dos quais devemos nos orgulhar. Acredito que nossas qualidades superam nossos defeitos. E fico feliz por isso...
   

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Falares Brasileiros


 Nosso Brasil é muito rico, em vários aspectos, entre eles no campo da Linguagem. Viajando por Manaus, tive a oportunidade de experimentar a deliciosa comida paraense e, além disso, conhecer algumas expressões da fala paraense. Não resisti e tirei a foto do painel ali exposto, no restaurante,  para decorar o ambiente. Em nosso país não temos dialetos, mas temos linguagens bem características em muitas regiões. Nada que impeça a comunicação, mas às vezes precisamos "traduzir" algumas expressões. Vamos ver algumas:

Égua - serve para várias situações, dependendo da entonação. Pode manifestar raiva, surpresa, dúvida ou  espanto. Corresponde ao "uai" dos mineiros e "oxe" dos baianos.

Levar o farelo - significa que alguém morreu.

Pavulagem - quando alguém está de pavulagem significa que ela está sendo presunçosa, convencida.

Pai d'égua - expressa algo maravilhoso, fantástico

Restô - restaurante

Essa é uma pequena mostra dessa riqueza...


sexta-feira, 21 de agosto de 2020

Papiamento: o que é isso?

 Papiamento é a língua falada nas Antilhas Holandesas (ilhas de Curaçao, Aruba e Bonaire, no Caribe). O idioma é formado de muitas influências:  inglês, espanhol, holandês e até português, como se pode notar nessa placa que exibimos aqui. Na placa, mesmo sem saber a língua, conseguimos reconhecer a mensagem . São normas de comportamento e regulamentos para quem frequenta o shopping center Sambil, em Curaçao. É muito curioso, porque a comunicação se torna fácil nesses lugares paradisíacos, onde as pessoas se mostram felizes e muito comunicativas. São 412.694 falantes nativos desse idioma muito interessante.
Em tempo: Curaçao, famosa pelo seu licor azul, não tem a ver com "coração ", mas sim com "cura".


sábado, 2 de novembro de 2019

Português em Placas: Ah...a crase...

Português em Placas: Ah...a crase...: A crase, para muitas pessoas, é a pedrinha no sapato. A primeira regra básica é: crase só antes de palavra feminina. Mas como toda regra ...

Ah...a crase...

A crase, para muitas pessoas, é a pedrinha no sapato. A primeira regra básica é: crase só antes de palavra feminina. Mas como toda regra tem exceção, a crase também tem, visto que, quando está subentendida a palavra "moda", diante de palavra masculina, usamos o sinal da crase, que é o acento grave. Ex: Adoro macarrão à (moda de) pizzaiolo.
No caso acima, na bomba de gasolina, porém, o seu emprego está errado. A gramática diz que, nas locuções adverbiais (expressões de modo, tempo, lugar, intensidade, etc) com palavras femininas usa-se crase.Por exemplo: Fale às claras! Fique à vontade. Viajou às custas do pai.
"Pagamento a dinheiro" seria o correto, porque "dinheiro" é palavra masculina e o "a" é apenas a preposição. 

sábado, 5 de maio de 2018

Desvendando o "Juridiquês"


Em tempos de Lava Jato, com tantas operações e processos contra corruptos, vamos nos familiarizando com expressões do Direito, sem saber exatamente o que significam. Nosso Direito vem do Direito Romano. Em Roma falava-se o latim, o que explica o grande número de expressões latinas que permaneceram até hoje. Escolhemos algumas delas, mais comuns, para traduzir e, assim, tornar mais claro o nosso "juridiquês", como é chamada a linguagem jurídica. A palavra é formada (corretamente) de "jurídico"+ sufixo ês, como em inglês, português, francês e outras. Ela apenas não está (ainda) registrada nos dicionários. Vejamos, então, algumas expressões, mais comuns:
dura lex sed lex - a lei é dura, mas é a lei.
ad cautelam - por precaução. Diz-se do ato praticado a fim de prevenir algum inconveniente.
ad hoc - para isso. Diz-se de pessoa ou coisa preparada para determinada missão ou circunstância.
ad judicia - para os juízos. Diz-se do mandato judicial outorgado ao advogado pelo mandante.
conditio sine qua non - condição sem a qual não se realiza o ato.
data venia - dada a vênia. Expressão que indica que a parte discorda do outro.
erga omnes - para todos. Diz-se da lei ou dispositivo que obriga a todos.
ex lege - por força da lei.
ex officio - por obrigação, por dever do cargo.
habeas corpus - que tenhas o corpo. Meio de garantir e proteger com presteza aquele que sofre violência ou ameaça de perder a liberdade.
in dubio pro reo - na dúvida, que o réu seja favorecido.
sine die - sem dia, sem data fixa.
Ainda, o periculum in mora e o fumus boni iuris:
Traduz-se, literalmente, como “perigo na demora”. Para o direito brasileiro, é o receio que a demora da decisão judicial cause um dano grave ou de difícil reparação ao bem tutelado.
Isso frustraria por completo a apreciação ou execução da ação principal.
Portanto, juntamente com o fumus boni iuris, o periculum in mora é requisito indispensável para a proposição de medidas com caráter urgente (medidas cautelares, antecipação de tutela).




domingo, 4 de fevereiro de 2018

                                                           Rorâima ou Roráima?

                   

Na questão acima, os acentos agudo e circunflexo servem somente para mostrar como é pronunciado o nome do estado brasileiro da região norte do Brasil: com o "ai" (ditongo) aberto ou fechado. Via de regra, as vogais ou ditongos seguidos de "m" ou "n" são nasais, e, portanto, fechados. Como nestes exemplos: andaime (andâime), paina (pâina) e faina (fâina). Temos ouvido nos noticiários da televisão, alguns apresentadores pronunciando Roráima, com o "a" aberto, o que vai contra o uso. 
Em seu livro, CORRIJA-SE! de A a Z, (Editora Nova Geração), o autor Luiz Antonio Sacconi diz :
"Roraima - Pronuncia-se Rorâima....O ditongo "ai" e todas as vogais que antecedem fonemas nasais são fechados no português do Brasil.Note que dizemos serra da Bocâina, Teodoro Bâima, Pâina, fâina, Elâine, Gislâine, polâinas, etc A pronúncia viciosa "Roráima" é própria dos índios da região que, impossibilitados foneticamente de fazer soar o som nasal, pronunciam o ditongo "ai"oralmente; nós não temos essa dificuldade."(p. 359)

segunda-feira, 22 de maio de 2017

Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?

Português em Placas: Você já fez a lista de estivas para esta semana?: Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem  tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em...

Você já fez a lista de estivas para esta semana?


Viajar é uma das coisas que mais gosto de fazer. Viajar é enriquecedor, para quem  tem os olhos abertos e a mente curiosa e atenta . Em Manaus, fiz essa foto porque nela há uma curiosidade da língua, ou seja, a palavra "estivas", muito usada no norte do Brasil. Dela vem a palavra "estivador" que é o encarregado de organizar as mercadorias (estivas) nos navios e barcos. Estiva, originariamente, é a primeira camada de mercadorias colocadas no porão do navio de forma a lhe dar o equilíbrio necessário e hoje significa "mantimentos". Nossa língua não tem dialetos, mas tem muitos regionalismos muito interessantes, em seus usos e origem.


segunda-feira, 8 de maio de 2017

Você conhecia esta placa? Não? nem eu...


Todos sabem o que é “fila indiana”, mas poucos sabem o porquê desse nome.
Vejamos o que diz  o blog  Mundo Estranho sobre essa curiosidade:
Por Redação Mundo Estranho

“A hipótese mais aceita é que a expressão simplesmente descreve o modo de os índios andarem enfileirados pelas trilhas no meio da mata. Portanto, “indiana”, no caso, não tem nada a ver com os moradores da Índia, mas sim com as populações nativas das Américas. Caminhar em fila indiana era uma excelente estratégia de guerra para as tribos da América do Norte. Relatos históricos registram que, quando os guerreiros se deslocavam pelo meio da floresta, cada um pisava na pegada da pessoa da frente, para que o último homem apagasse seus próprios passos e os de todo o grupo. Assim, ninguém deixava vestígios de sua passagem para o inimigo.
Alguns especialistas apontam ainda que a expressão revela a discriminação sofrida pelas populações indígenas nos Estados Unidos. “Na verdade, trata-se de mais um rótulo criado pelos colonizadores para passar a impressão de que os índios são selvagens sempre prontos para a guerra”, diz o lingüista Wolfgang Mieder, especialista em folclore e provérbios da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos. Entretanto, a história mostra que as estratégias indígenas de guerra foram incorporadas pelo Exército americano durante a Guerra da Independência (1775-1783). Enquanto os soldados ingleses atacavam em blocos, os americanos levavam vantagem andando alinhados e se escondendo atrás de árvores e pedras, como faziam os nativos.”
A expressão se estendeu às filas de carros também, como na nossa placa acima, permitindo que se forme fila indiana de veículos próximo a um grande hospital de Manaus.

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Eu vou, tu vais, ele vai...


Muito racional e inteligente a resposta da mãe à filha  nessa historinha engraçada. Temos aqui dois verbos: SAIR e IR, focos da questão. O primeiro, como disse a filha , é realmente intransitivo, seu sentido já está completo, quando alguém diz "eu saio". O verbo não pede objeto direto nem indireto, mas ideias de companhia ou tempo podem ser acrescentadas a ele. Veja: "Eu saí ontem com meus amigos." Essas ideias de companhia, tempo, modo, instrumento (e outras) são chamadas de adjuntos adverbiais, em análise sintática. O mesmo acontece com o segundo verbo: ir. Aqui temos que estar atentos à regência verbal.Veja: quem vai, vai a que lugar? Por isso dizemos: Vou à igreja. ("a" preposição+"a" artigo= à) e Vou ao cinema ("a" preposição + "o" artigo= ao). Esse verbo também não pede objeto direto nem indireto. O que se acrescentam a eles são os adjuntos adverbiais de lugar, de companhia, de meio, de tempo.
Só um lembrete adicional: se o verbo ir pede preposição "a", esta deve aparecer agregada ao pronome interrogativo "onde" na pergunta: Aonde você vai?

domingo, 31 de julho de 2016

Explosão Sufixal - o que é isso?




Nota-se hoje, na linguagem, o surgimento de palavras  que,"repaginadas" por acréscimo de novos sufixos, ganham um certo charme e tintas de sofisticação. Observando placas em estabelecimentos, encontramos: hamburgueria, doçaria, comedoria, coxinharia, tapiocaria, esmalteria e por aí vai. Os sufixos -aria, -eria-, -oria, trariam aos produtos um toque  ou "selo"de qualidade. É interessante observar que o aparecimento de estabelecimentos ou produtos com algum diferencial (inovações, qualidade, criatividade) exige o aparecimento  de novos nomes, denominações também inovadoras, muitas vezes apenas com a mudança de sufixo na palavra original. A formação "radical + aria/eria" já existia em nossa língua, como em padaria, sorveteria, sapataria etc. Esses nomes, porém, apareciam seguidos de nomes próprios, por ex. Padaria São João, Sorveteria do Chiquinho, Sapataria do Dito.
Atualmente, os nomes modificados pelos sufixos são, em si, por serem originais, os nomes dos estabelecimentos, sem precisar de outra denominação. E assim evolui a língua: se transformando e se enriquecendo sem parar... 

sábado, 2 de abril de 2016

Você sabe que existe Preconceito Linguístico?


Eis um problema do qual pouca gente se dá conta: o preconceito linguístico. É, e ele existe mesmo.
Quem nos fala sobre isso é o Prof. Marcos Bagno da Universidade de Brasília, pesquisador, poeta, escritor e tradutor,  que atua no campo da educação linguística. Este livro, Preconceito Linguístico, traz uma nova orientação, muito interessante,  sobre aquilo que consideramos ERRO em linguagem.
A partir do momento que nos conscientizamos que a Língua é um ser vivo, que evolui continuamente, que se transforma dia a dia, passamos a entender a tese do autor e mudamos nosso conceito de erro. Essa discussão ele leva também para outro livro seu," A Língua de Eulália", uma novela sociolinguística de leitura deliciosa, recheada de exemplos de palavras que, ditas por Eulália, a empregada da fazenda, local onde se passa a história, soam como erros inaceitáveis , quando na verdade são formas que vigoraram num determinado tempo na evolução da palavra.
Esse tema é muito interessante e instigante.

A vírgula pode mudar a História


Hoje em dia, muitas pessoas, escrevendo na internet, dispensam o uso da vírgula como se ela fosse dispensável. É preciso atenção e cuidado com essa questão, porque muitas mensagens podem chegar ao leitor com sentido totalmente inverso ao da intenção do autor.A vírgula, muitas vezes, determina a função sintática de um termo numa oração, como no exemplo acima. A palavra "juiz" tem aí a função de vocativo, de chamamento. Se retirarmos as vírgulas, "esse juiz" passa a ser o sujeito de "é corrupto", o que muda totalmente a história. 

segunda-feira, 28 de março de 2016

O Latim morreu mesmo?


Será que o Latim é mesmo uma língua morta? Definitivamente, não! Ele está vivo (e bem vivo!) em vários setores e atividades humanas.Na área jurídica, temos muitas expressões, como, "data venia" (com a devida licença, discordando de outra opinião), "in dubio pro reu" (na dúvida, que o réu seja beneficiado), "erga omnes" (vale para todos), entre outras.
A placa acima indica ESSENTIA como um salão de beleza que cuida não só da aparência, mas da essência também, do bem estar, da beleza interior .O fato de o nome estar em Latim (ESSENTIA)
agrega valor aos serviços ali prestados.
Nos supermercados encontramos vários produtos com nomes em Latim: Fiat Lux (fósforos), Optimum (produto de limpeza), Lux (sabonete), Intimus (absorvente) e outros.
Na indústria automobilística são muitos os exemplos de marcas e modelos de carros em Latim: 
Omega, Onix, Vectra, Linea, Palio, Focus, Equus, Optima, Fox.
Essas denominações agregam glamour aos produtos e noção de alta qualidade.

terça-feira, 22 de março de 2016

Ambiguidade


Assistindo ao noticiário sobre os ataques terroristas em Bruxelas, levei um susto ao ler a faixa jornalística "MARIANA FERRUGEM - administradora e testemunha do atentado" anunciando uma entrevista. É claro que são coisas diferentes (administradora e testemunha) do atentado, que foram juntadas, talvez pela urgência da notícia e portanto, perdoável. Ao escrever um texto, deve-se ter o cuidado e atenção para não criarmos ambiguidade, o que prejudica a clareza, uma das qualidades do texto.


quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Você sabe o que é POLISSEMIA?


Polissemia é o nome que se dá ao conjunto de significados de uma palavra, ou seja, um vocábulo polissêmico têm vários significados. Por exemplo, o verbo "acertar" do nosso post acima. Ali ele tem duas significações, que criam o humor da situação: a primeira é "corrigir o horário, adiantando os ponteiros em uma hora a partir de tal dia". A segunda é "atingir, causando algum dano". Assim, alguém diz para um desafeto: "Eu te acerto, um dia!" ("Eu lhe dou uma surra, um dia!")
Veja outros exemplos, bem comuns:
"Meu primo é um gato!" (belo, charmoso)
"Meu gato é muito brincalhão." (animal)
"Meu vizinho fez um gato para assistir aos canais pagos." (ligação ilícita)
A polissemia é um recurso criativo muito usado no humor brasileiro, que vai ampliando o campo de significação de muitas palavras.
A palavra tem sua origem no grego: "poli" (muitos) + "sema" (significados)  


quarta-feira, 26 de agosto de 2015

A Presidente vai para o Presídio?


Esse é o Presídio de Presidente Venceslau, em São Paulo.
Veja que interessante: a etimologia ironizando a política! Você sabia que os termos PRESÍDIO e PRESIDENTE têm a mesma origem?E que às vezes o primeiro é o destino do segundo? Pois é...
A palavra PRAESIDERE, em latim, foi formada do prefixo prae (antes) + o verbo sedere (estabelecer-se) = aquele que se estabeleceu antes. Quem se estabelece antes, preside, ou seja, é o presidente.
A palavra PRESÍDIO tinha o significado de "força incumbida de defender uma praça militar ou uma fortaleza, e, por extensão, lugar de segurança" Depois, quando a Espanha passou a mandar condenados para ficarem confinados nos presídios espanhóis da África, a palavra passou a ter o significado de "cadeia".