Você já viu uma placa de aviso, de propaganda,de instrução e acabou dando muita risada?
É isto que vamos fazer aqui: coletar placas pelo Brasil,com a ajuda de vocês, leitores, que poderão enviá-las
para o meu e-mail. Vamos comentá-las e aprender Português de uma forma divertida.

quarta-feira, 25 de março de 2015

Quem tem boca...


Você, com certeza, conhece o ditado "Quem tem boca vai a Roma", não? O sentido dele é que não há dificuldade em se chegar a qualquer lugar, quando não se tem acanhamento para perguntar ou pedir informações a outras pessoas.
Você já ouviu dizer que esse ditado é errado e que o certo é "Quem tem boca vaia (do verbo vaiar) Roma"? Pois bem, essa suposta "correção" surgiu há pouco tempo, sem fundamentação histórica, e vem na contramão de registros , como neste, do português antigo: "Quem língua tem, a Roma vai e vem. E nestes, em espanhol: "Preguntando se va a Roma", e em francês: "Qui langue a, à Rome va".
Interessante, não?
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sexta-feira, 6 de março de 2015

Srs. Clientes



Esse aviso, na porta de uma geladeira para venda de bebidas, apresenta um tom enfático interessante
proporcionado pela pontuação, que fragmenta toda a oração. Vejamos: FAVOR EFETUAR O PAGAMENTO DAS BEBIDAS! soa como um alerta, a exclamação dá o tom. Depois: AO CAIXA. ANTES DO CONSUMO! O ponto  e a exclamação deixam claro que o pagamento só pode ser feito ao caixa...e antes do consumo! O autor do texto colocou algumas palavras em vermelho, como se elas fossem as palavras-chave da mensagem.Vemos nessa placa um exemplo da função apelativa/conativa da linguagem.
Outro detalhe: a palavra "compreenssão"deve ser grafada com um s, "compreensão".Conforme a regra, escrevem-se com S as palavras derivadas dos verbos terminados por NDER, RTER, NDIR e ERTIR, como:
                                pretender = pretensão, pretensioso
                                defender = defensivo, defesa
                                compreender = compreensivo, compreensão
                                verter = versão
                                converter = conversão
                                expandir = expansão, expansivo
                                 fundir = fusão
                                 divertir =diversão     



segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

A padaria é ótima, mas o português...


Essa placa causa um estranhamento, não? Vamos descobrir por quê. O que falta nela é o PARALELISMO. O que é isso ? Quando formulamos uma frase com vários segmentos, devemos ter o cuidado de observar se eles estão paralelos, ou seja, se a construção sintática é a mesma nos segmentos e se as palavras são do mesmo campo semântico. Difícil entender? Pelo exemplo vai ficar mais fácil. Veja: Eu gosto de goiaba, de caju e de abacaxi. Goiaba, caju e abacaxi fazem parte do mesmo grupo semântico, são frutas.Quanto à estrutura sintática, é a mesma : de goiaba, de caju, de abacaxi ( preposição de + substantivo)
Paralelismo é a construção de frase em que há harmonia sintática, semântica, e às vezes, rítmica, entre seus segmentos. 
Em nossa placa acima, não ocorre o paralelismo, nem sintático nem semântico. As palavras "animais" e "camisa" são distintas. Poderíamos melhorar a mensagem desse modo:  "Proibido entrada de pessoas sem camisa  e de pessoas portando animais". Nesse caso, não ideal, não haveria o paralelismo semântico, mas apenas sintático.
Outra possibilidade, mais simples e objetiva: Proibido Entrada de animais e de pessoas sem camisa.










sábado, 21 de fevereiro de 2015

Quem corre o risco?


Esse pedido/aviso mostra dois problemas: após o "por favor" coloca-se vírgula, dando destaque e ênfase  ao pedido. Na sequência, podemos melhorar a frase assim: "..., pois corre-se o risco de afundá-lo, provocando acidente indesejável." Dessa maneira, usando a partícula "SE" (indeterminante do sujeito) deixamos claro que o sujeito de "corre" é indeterminado, ou seja, qualquer pessoa pode se ferir. O que não podemos é deixar o verbo sem um sujeito, mesmo indeterminado.
Alguém poderá dizer: "E os verbos que não têm sujeito?" Bem, isso é matéria para outro post...

PS- Observação  feita pelo meu amigo Mário Dimas Carpi: "Por favor, não se apoiem no balcão..."
Obrigada pela colaboração.


domingo, 18 de janeiro de 2015

Presidente ou Presidenta?


Essa é uma questão já bastante discutida. Ambas as formas estão registradas nos melhores           dicionários de Língua Portuguesa. Apresentamos aqui uma boa explicação, que defende a 
 primeira forma, Presidente, baseada em estudos da Língua Latina:

UTILIDADE PÚBLICA.
COM MUITA ALEGRIA TENHO A GRATA SATISFAÇÃO DE REPASSAR
À PRESIDENTE E A TODOS OS BRASILEIROS, ESSE ESCLARECIMENTO
QUE FOGE AO ALCANCE DE CERTAS PESSOAS LIMITADAS.
ATÉ QUE ENFIM ALGUÉM CORRIGIU ISSO
(aula de português)
Uma belíssima aula de português!
Foi elaborado para acabar de vez com toda e qualquer dúvida se tem presidente ou presidenta.
A presidenta foi estudanta? Existe a palavra: PRESIDENTA?
Que tal colocarmos um "BASTA" no assunto?
Miriam Rita Moro Mine - Universidade Federal do Paraná.
No português existem os particípios ativos como derivativos verbais.
Por exemplo: o particípio ativo do verbo atacar é atacante, de pedir é pedinte, o de cantar é cantante, o de existir é existente, o de mendicar é mendicante...
Qual é o particípio ativo do verbo ser?
O particípio ativo do verbo ser é ente. Aquele que é: o ente. Aquele que tem entidade.
Assim, quando queremos designar alguém com capacidade para exercer a ação que expressa um verbo, há que se adicionar à raiz verbal os sufixos ante, ente ou inte.
Portanto, a pessoa que preside é PRESIDENTE, e não "presidenta", independentemente do sexo que tenha.
Diz-se: capela ardente, e não capela "ardenta"; se diz estudante, e não "estudanta"; se diz adolescente, e não "adolescenta"; se diz paciente, e não "pacienta".
Um bom exemplo do erro grosseiro seria:
"A candidata a presidenta se comporta como uma adolescenta pouco pacienta que imagina ter virado eleganta para tentar ser nomeada representanta. Esperamos vê-la algum dia sorridenta numa capela ardenta, pois esta dirigenta política, dentre tantas outras suas atitudes barbarizentas, não tem o direito de violentar o pobre português, só para ficar contenta".




Presidente ou Presidenta?



Muito se tem discutido sobre as formas (corretas ou incorretas ?) de se referir à  autoridade máxima do  país. Aqui temos uma explicação muito boa, visto que se baseia na etimologia, nas formas latinas que  deram origem ao nosso vocabulário.